Estava Inês Torres sentada na sua cama decorada com lençóis rosa de seda e travesseira com estampado floral . Do nada , pergunta-se a si mesma milhões de vezes o que faz falta na sua vida. Por vezes não consegue aguentar a dor do vazio nem a solidão. Um turbilhão de pensamentos sacode na sua mente e paira muitas vezes em determinados dias como se houvesse um tornado no cérebro e um moinho no coração. Procura respostas, mas não aparecem . Em troca recebe um montante de perguntas gerando um conflito cada vez maior na sua cabeça dura. Já percebeu que deve amar-se a si mesma mais do que aos outros , mas infelizmente colocar em prática o que aprendeu na teoria é mais difícil do que parece. Está solteira desde Março de 2011 por conta de um relacionamento que foi destruindo ao longo do tempo, como se fosse um castelo velho caindo aos pedaços. Esse sentimento já passou , aliás não consta remorços da parte dela . Ela é quase uma metrelhadora, forte, determinada, sempre com um sorriso dando boas vindas a todos. Focou-se neste tempo com os amigos , pois não tinha mais cabeça para o amor. Não consegue acreditar mais que um dia será capaz de amar. Penso que perdeu a fé nas pessoas e na vida talvez. Achou que se colocasse a cabeça noutro local e aproveita-se os momentos com gente querida a sua vida seria diferente e feliz. Não funcionou... Hoje Inês é uma quebra a cabeça tenta achar uma solução para o vazio que existe muitas vezes dentro dela. Foge do óbvio. Anda de um lado para o outro no quarto, pensa na família , e nas coisas que não quis optar por fazer e deixou para trás.. Chega se perguntar se ama com veracidade e ardor. O afastamento com certas pessoas deixou-a fria, mas não sem sentimentos. Chora sem medos cada vez que se sente frágil, sozinha e sem ter para que lado olhar procurando um amparo , um conforto , um ombro amigo. Sempre foi uma pessoa amorosa, carinhosa com a família, hoje o seu olhar terno é triste, está oca, mesmo quando está perto das pessoas que ama e dos novos amigos que fez. Tem conflitos com certa gente mas nada grave o diagnóstico é simples: A inês tem sede de amor. Sede de amar alguém com todo seu fervor. De se apaixonar, fazer loucuras por amor. De sorrir só de ouvir a voz de alguém, de estremecer o corpo ao passar ao lado do amado. Inês tem sede porque é feita de amor, o mesmo amor que desistiu de sentir. Precisa tomar o antídoto do veneno da amargura e permitir seu coração sentir o amor. Fazer amor, falar de amor. Beijar, abraçar, tocar.

4 comentários:

  1. ás vezes temos que ter a capacidade de estarmos sozinhos e pensarmos naquilo que realmente queremos , não devemos ter medo de amar porque o amor é um sentimento bonito e s ñ tiveres medo de amar e te intregares vais ver q/ainda és mais feliz . escreves mt bem inês continua :D* espero que o proximo texto que vir aqui seja mais feliz que este e tenha uma nova continuidade . ricardo

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  2. escreves muito bem , tens uma capacidade de transmitir os sentimentos em palavras que é uma coisa espectacular lol . continua assim ... eduardo macedo

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  3. ricardo obrigada pelas boas palavras , ao contrario do que pensas eu nao me encontro triste ou algo que se pareça , simplesmente estava num dos dias em que pensamos que nao servimos para nada senao para atrapahar o caminho das pessoas , tento dar o meu melhor no que escrevo e ainda bem que gostas-te* prometo no proximo tentar fazer melhor e ser mais alegre ! :)

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